segunda-feira, 7 de março de 2011

CLXIV


Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.

William Shakespeare
(*1564+1616)

quinta-feira, 3 de março de 2011

CLXIII


Você deixa para trás não o que é gravado na pedra, mas o que é tecido na vida de outros.

Péricles (*495/2+429 a.C)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

CLXII



Je crois, de plus en plus, qu'il ne faut pas juger le bon Dieu sur ce monde-ci. C'est une étude de lui qui est mal venue.


"Acredito que não se deve julgar o bom Deus por este mundo, pois é um estudo seu que saiu errado."


Vincent Willem van Gogh (*1853+1890)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CLXI

Creio que o que aqui na Terra chamam de minha sombra é a minha verdadeira substância. Parece-me que, ao contemplar as coisas espirituais, nos assemelhamos muito às ostras, que observam o sol através da água e julgam que essa água espessa é a mais tênue das atmosferas. Penso que o meu corpo é apenas o sota-vento de um ser melhor. Na verdade, leve quem quiser o meu corpo, levem-no; repito que não é meu.


Herman Melville (*1819+1891)

In: Moby Dick. Vol. I.
Trad. Berenice Xavier. São Paulo: Abril, 2010. (Clássicos Abril Coleções; v.15)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CLX



Chegando a noite, vestido decentemente, penetro na antiga convivência dos grandes homens do passado.


Niccolò Machiavelli (*1469+1527)

CLIX

O encanto da jornada dependerá de teu estado de alma.


Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (*1898+1963)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

CLVII


Pareço apenas ter sido como um menino brincando à beira-mar, enquanto o grande oceano da verdade permanece completamente desconhecido.

Sir Isaac Newton (*1643+1727)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CLVI

Tudo no mundo é duplo: visível e invisível
O visível, de resto, interessa muito menos.


Cecília Benevides de Carvalho Meireles (*1901+1964),

sábado, 29 de janeiro de 2011

CLV


Agora já é noite alta e fria, e fiquei só. E pensar que hoje amanheci ao pé do meu papel em branco, intentando escrever esta história. Pois veja aí como eu sou, e no que me transformei.


Luís André Nepomuceno (*1968)

In: A lanterma mágica de Jeremias

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CLIV

Ela me levou para sua caverna de fada
E lá ela cantou docemente para que eu dormisse
Eu vi seus lábios famintos e sombrios
E eu acordei e me encontrei aqui


John Keats (*1795+1821)

In: A Bela Dama Sem Piedade

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CLIII





HELI LAMAH ZABAC TANI


"Eis que me submerjo na aurora de tua presença."


In: Popol Vuh, o livro sagrado dos maias.

domingo, 23 de janeiro de 2011

CLII

Enganei meus amigos. Menti sobre o que eu sabia, e depois sobre o que eu não sabia. Eu aprendi muito com a vida. Atuei um papel, talvez toda a minha vida, pensando que fiz mais, ter realizado mais, produzido mais do que produzi. Tudo me foi dado. Fiquei em pé, sobre os ombros da vida, e nunca desci ao solo para construir, para erguer uma fundação só minha. Voei alto demais, com asas emprestadas.*


Charles Lincoln van Doren (*1926)

(*) Com adaptações

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CLI



Yet each man kills the thing he loves,

By each let this be heard,

Some do it with a bitter look,

Some with a flattering word,

The coward does it with a kiss,

The brave man with a sword!


"A gente sempre destrói aquilo que mais ama,/Em campo aberto ou numa emboscada,/Alguns com a leveza do carinho,/Outros com a dureza da palavra,/Os covardes destroem com um beijo,/Os valentes destroem com uma espada."



Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde (*1854+1900)
In: "The ballad of Reading Gaol"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CL

In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?


"Em que abismos ou em que céus / Arde a luz dos olhos teus?"

William Blake (+1757*1827)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CXLIX



So how can you tell me you’re lonely and say for you that the sun don’t shine? Let me take you by the hand and [...] I’ll show you something to make you change your mind.

“Como pode dizer que está sozinho e que o Sol não brilha para você? Deixe-me pegar suas mãos e [...] mostrar-lhe-ei algumas coisas que o farão mudar de ideia.”

Alan Moore (*1953)
In: V for vendetta (tomo 3, capítulo VII)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CXLVIII

Não é este mundo concreto e material que assusta os homens, mas o fantástico, abstrato e ideal, que eles mesmos criaram e imaginam.


Mariano José Pereira da Fonseca (*1773+1848)

domingo, 9 de janeiro de 2011

CXLVII

I shall tell you where we are. A radiant abyss, where men meet themselves.


"Eu vou lhe dizer onde estamos: um abismo radiante, onde os homens encontram a si próprios."

Palavras de Jack
In: From hell (EUA, 2001)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CXLVI

Esperamos sempre alguma coisa ou alguém - que vem ou não, que passa ou desilude, que satisfaz ou mata.

Giovanni Papini (*1881+1956)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CXLV



Eu gostaria de mostrar com o meu trabalho o que um nada, o que um ninguém tem em seu coração.


Vincent Willem van Gogh
(*1853+1890)